10 de Março de 2012

Stellar - Incubus


"How do you do it Make me feel like I do."

Eu também.As palavras custam a sair. Elas são tão insuficientes por vezes, ficam tão aquém de tudo aquilo que eu sinto.Ai e eu já não me sentia assim à tanto tempo. É bom. Óptimo, até. 

2 de Março de 2012

Não estás feliz...

Alexi Murdoch - Shine



I'm just a spirit trying to be human.

Sentir nada. Ou simplesmente nada saber sobre o que se sente.
São estes entrelaces da vida que me pregam rasteiras. E me deixam triste quando volto para casa no comboio.
Às vezes parece que vivem duas pessoas em mim. E não falo daquela roupa social que vestimos todos os dias, ou quase todos, que a alma também não aguenta tanto pontapé.
Sou uma pessoa, mas assim que o primeiro pé pisa o autocarro, vem logo uma outra e estraga tudo.
Às vezes, sinto-me tão estragada. E o pior é que já vem de tão lá de trás. Impressionante como certos acontecimentos que de tão pequenos que por vezes chegam a ser nos estragam tanto e nos atrofiam tanto.

(À uns dias, um dos meus maiores fantasmas reapareceu, eu já não pensava nele à muito tempo.)

Que treta! Luta, porra! Por mim, para eu não ser um dado adquirido. Porque ninguém quer ser isso e eu sei que vou dar tudo, mas um dos pés não me deixa avançar. Deixa!
E o pior é que eu até consigo entender que não seja e sei que nada do que disse corresponde à realidade, porém é assim que me sinto: insegura e adquirida. E é tão estúpido estar assim...
Não tenho qualquer expectativa a longo prazo. Vou deixando andar.
Eventualmente vai ao sitio.
Estás cansado e eu não te quero cansar mais.

Nada do que escrevi faz sentido. E só me apetece apagar isto tudo.
Raios! Esquece...
Quero sair daqui.

27 de Fevereiro de 2012

Souviens toi des moments divins, planants, éclatés au matin

C'est le malaise du momentL'épidémie qui s'étendLa fête est finie on descendLes pensées qui glacent la raisonPaupières baissées, visage grisSurgissent les fantômes de notre litOn ouvre le loquet de la grilleDu taudit qu'on appelle maison
Protect me from what I wantProtège-moi, protège-moi 
Sommes nous les jouets du destinSouviens toi des moments divinsPlanants, éclatés au matinEt maintenant nous sommes tout seulPerdus les rêves de s'aimerLe temps où on avait rien faitIl nous reste toute une vie pour pleurerEt maintenant nous sommes tout seul
Protect me from what I want Protège-moi, protège-moi Protège-moi de mes désirsProtège-moi, protège-moi
Placebo
Tenho tido um sonho, que apesar de não ser sempre o mesmo, consiste sempre na mesma coisa. Divisão.O nada por momentos transformou-se em raiva e a raiva transforma-se sempre em lágrimas. Não fui tão longe. Os pensamentos foram tão maus e tão fortes. Assusto-me às vezes...Talvez fosse a birra do sono a falar mais alto, talvez fosse outra coisa. Não queres saber, pensava eu, enquanto ia para casa. Dou por mim sem saber o que penso e sem saber o que pensar. Dou por mim a evitar essa reflexão. Não me leva a conclusão nenhuma.Devo ter um distúrbio, se calhar devia começar a pensar em ir a Mafra também..."Baby, we'll be fine." Espero que esteja tudo bem contigo.

25 de Fevereiro de 2012

Tenho andado a pensar no que escrever, mas os dedos estão em bloqueio intelectual.
Pedimos à memória para guardar tudo, juntamos pedacinhos de tudo e de nada e guardamos cá dentro. Cá dentro é seguro.
E, por momentos, eu não senti nada. Foi assustadoramente seguro.
(Sempre que escrevo penso que revelo tanto sobre mim e ao mesmo tempo tão pouco.)
Ultimamente anda tudo tão surreal, tudo tão com textura de sonho, quase como um delírio. Sou denunciada pela recordação trazida no joelho.
Mas, até mesmo isso perde a importância.

20 de Fevereiro de 2012

Special Needs - Placebo



"Remember me, special dreams"




Tenho uma pergunta presa. Tenho-a bem acorrentada dentro da cabeça para que ela não tente fugir pela boca.
Faz-me sentir raiva e faz-me sentir triste. E talvez seja assim que eu esteja. Raivosa e triste.
Eu não quero ter razão. E não queres saber.
Interiormente estou a dissecar todas as conversas, todos os momentos, tudo... À procura de provas, provas que sejam tão claras e directas que eu as sinta como grandes bofetadas. Para abrir os olhos. Abre.